Panelinha

Eu fazia parte de um grupo no whatsapp. Um grupo que começou com o intuito de reunir a galera pra animar o inverno, organizar os rolés, -ou os cafés, no dialeto adulto (Nunca no Brasil marquei com amiga pra tomar um café, a gente marcava um cinema, um lanche, uma farra, essas coisas. Continuo sem saber se isso de marcar um café é coisa de trintões plus plus ou é coisa de europeu wanna be, rsrs).

O fato é que o grupo cresceu e passou a ser um ponto de encontro de comadres.

Fia que não sabe isso ou daquilo, vai no grupo sanar suas dúvidas, afinal, google pra quê, né? Mas o que mais me incomodava era a hipocrisia e superficialidade daquelas relações. Talvez por se tratar de algo meramente virtual, os laços não fossem profundos o suficiente para desenvolver algo maior e tudo eram risadinhas e muito, mas muito mimimi. Eu participava pouco e dei o meu último suspiro quando começou a pabulagem que eu detesto. Conversa de que “a escola do meu filho é a melhor, tem até __________( insira aqui a atividade esportiva da moda)” ou ” a creche do meu filho é tão foda que vai receber a visita de autoridades (!!!!)” é só um exemplo do tipo de papo que ali rolava. Uma concorrência tão desnecessária porque, a meu ver, não é esse tipo de futilidade que uma criança precisa.

Fosse o comentário apenas de uma integrante, eu até relevaria. Mas ver gente dando a maior corda, jogando confetes e querendo inclusive saber preço pra, quem sabe, mudar os filhos pra a tal escola pica das estrelas também, me fez ver que eu era ali um peixinho fora d’ água.

Calhou que eu dei a sorte de meu telefone quebrar e ter que restaurar a porra toda pra poder funcionar direito. Junto com arquivos, fotos, números de telefone, se foi embora um punhado de grupos do whats, inclusive o das damas distintas e ab(e)astadas de nossa região.

Senti tanta liberdade e tamanha leveza por não ter mais que interagir com elas, por não ter que ler as baboseiras, por não se testemunha de tanta hipocrisia, concorrência e cagação de regras. De repente, era apenas eu, minha vidinha que tanto gosto e sou grata, a simplicidade do meu lar, de minhas relações, aquilo tudo me bastava.Uma felicidade que status nenhum paga, viu…

Imagens- Reprodução

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Eu vi São Francisco amanhecer

Do quarto de um hospital. Acompanhante do meu pai que estava tendo um ataque cardíaco horas atrás. Não, não é a primeira vez. Controle do sangue, injeções, checagem da temperatura, medicamentos e sono picado, o coitado sabe de cor. O que não esperávamos é que acontecesse aqui, no meio de uma viagem tão sonhada e planejada por todos. E no dia do natal.

Já na véspera, aquela agonia ao ver uma crise respiratória. Todo mundo certo que era gripe forte. Era o coração pedindo socorro. Fomos ter uma linda ceia no restaurante brasileiro Fogo de Chão, um lugar divino! Naquele pequeno momento/espaço de tempo tudo correu bem, embora a preocupação pairasse pelo ar. Comemos, brincamos e festejamos porque, apesar dos pesares, poderia ser tudo pior. Li de gente que deixou este plano em um acidente horrível, inclusive um anjinho de 5 anos lá na Noruega. Não, eu não posso reclamar. Meu pai pelo menos está sendo muito bem assistido e se Deus quiser, será tratado e curado. Tentei conversar, mandar aquela “lavagem cerebral” sobre o meu estilo de vida dando a ele esperanças de um futuro melhor. Não vale a pena colocar a vida em risco por algo que vira cocô. Comida é vício, temos que ser fortes. Assim, no momento que tomamos o controle de nossas vidas e passamos a driblar as armadilhas da indústria alimentícia, a qualidade de vida vem.

Agora é ter fé em seu restabelecimento e torcer para que sua cabeça e seu corpo se transformem.

Parece pintura, mas é só foto ruim mesmo. Meu celular não coopera, poxa!

Atualização!!!!!!!!

Meu pai fez o cateterismo, colocou stents e recebeu alta!!!! Eu chorei de alegria, estresse, nervosismo, alívio e principalmente, de agradecimento. Meu pai foi salvo e nossa viagem também!

Imagem- Arquivo pessoal

Férias pra que te quero!

Finalmente férias. Finalmente o silêncio. Finalmente Netflix sem ter consciência pesada. Maratonei mais uma série norueguesa chamada Nobel.

Imagem- Reprodução

É estilo Homeland quando se trata de abordar a guerra, sendo Homeland 10x melhor, claro. Vale a pena assistir? Vale sim, vai lá!

Também tirei o dia para arrumar a bagunça de semanas. Quer dizer, arrumar não, abrir espaço, rsrs! É que estou vivendo temporariamente no subsolo enquanto a tão sonhada reforma é feita. Um amontoado de roupas, mobílias e caixas que só Jesus na causa. Levo numa boa porque sei que o resultado vai me agradar muito. Porém, há de se amargar um bocado quando não encontro facilmente minhas coisas. E quanta coisa acumulei! Quanto lixo!! Preciso me desfazer de muita tralha e aprender a ser menos consumista! Fica ai minha resolução de ano novo, pode anotar!Também quero muito voltar o hábito de escrever aqui. Tem tanto assunto pendente que eu nem sei como começar. Tantos momentos que eu gostaria de registrar pra guardar de lembrança. Fica então a promessa. Colocando os posts em dia antes que o ano acabe, é 1, é 2, é 3, JÁ!

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Dia de receber carinho. Dia de perceber o quanto sou querida e o quanto as pessoas se importam comigo. Dia de perceber o tanto de gente bacana que faz parte da minha vida. 


Eu acordei com minhas filhas cantando “parabéns pra você”. Meu marido veio em seguida com um bolo fit, bolo este que comi em desespero logo duas toras de uma vez! Voltei pra comemorar meu dia na cama, com uma soneca de 40 minutos. Um luxo!Depois, um lanche rápido e partiu casa da minha BFF. Não é a toa que ela me é especial. A fia fez um jantar/ festinha de aniversário pra mim com bolo, presente e tudo!


Eu nunca esquecerei a gentileza e o carinho dela por mim.Nunca!

Pra fechar o dia com chave de ouro, o treino na academia, já que amanhã não poderei marcar presença. Depois, jantar das meninas, um tapa da cozinha, rotina da hora de dormir das pequenas. Muitas mensagens de todos os lados.  Um dia tão lindo, não pode acabar assim. E nem vai, permanecerá na minha memória e neste post, antes que o dia acabe.
Imagens- Arquivo pessoal

Nem flores, nem espinhos

Estou a um dia de meu aniversário. Não sei se isso se chama de inferno astral ou se é uma sensibilidade exacerbada causada pelos hormônios brincalhões, eu só sei que tenho andado azeda. E pra completar, o mundo não colabora.Primeiro, um senhor que malha comigo. Eu treinando linda na maquininha de step e de repente sou interrompida.

👱‍♀️: O quê , senhor?

🗣:Dá pra você parar com essa máquina! Tá fazendo um barulho horrível, eu não aguento mais!!!!!!!

Eu fico sem ação. Não teve por favor ou obrigado, apenas um puta cara arrogante que por certo acha que o mundo gira em torno de seu umbigo. Eu sou uma pessoa muito compreensiva quando se trata de barulhos irritantes, ora, eu mesma não tenho misofonia?!!Só que, educação em primeiro lugar! Que culpa tenho eu se a máquina irrita? Nessas situações, apenas três alternativas:

Alternativa 1)vai embora da academia mais cedo

Alternativa 2) usa a p*rra de um fone de ouvido

Alternativa 3) vem pedir o favor na humildade, dizendo por favor e obrigado, muitos sorrisos amistosos, afinal, estou parando o meu treino por você, seu filho da p*ta. Não. O cara deu as costas e foi treinar do outro lado da academia, como se fosse o pica das estrelas. O sangue ferveu. A brasileira louca deu um grito perguntando se tava bom agora que eu havia trocado de aparelho. O fio de repente ficou surdo, fez a egípcia. Eu fui lá nele e perguntei:

 😡:tá bom agora que eu mudei de máquina?

🗣:

😡Eu disse: próxima vez vê se usa um fone de ouvido, porque não é sempre que quero mudar de máquina. 

🗣O filho da p*ta: NÃO!

😡:pois então fale com o dono da academia, não comigo! 

Sai marchando de volta, quase tremendo, Rosana. Desde então, o fio me encara todas as vezes que estou treinando. Minha cara de koo é gigantesca e ele passa por ela com peito inflado, como se fosse o dono da p*rra toda. E eu, só observando, sedenta por um fight. Eu num digo é naaaada…

A Chata da Dieta

Eu já havia lido em algum lugar o quanto as pessoas ao nosso redor podem ajudar ou simplesmente minar uma dieta. Se comida une pessoas, imagine bebida. Uns bons drinks tornam meros estranhos em melhores amigos, fato. Por isso, quando um dos nossos recebe um chamado e procura levar uma vida mais saudável é logo criticado e crucificado, chamado de tolo ou doente, manipulado de todas as formas para comer ao menos um pedacinho daquele bolo de chocolate açucarado e coberto por leite condensado em forma de brigadeiro.


Ei, você que faz esse tipo de coisa, você é a chata da dieta. Pare, reflita e tenha compaixão. Reconheça que você nada sabe sobre a vida daquela pessoa que decidiu tão corajosamente mudar de vida e que luta todos os dias contra tentações. Você não sabe que aquela pessoa quase chegou a 100kg ou se já pesa mais que isso, você muito menos imagina que aquele ser humano tinha cefaléias diárias por conta da comida gorda e do sedentarismo. Aquela pessoa, sabe Deus se estava com os dias contados para um infarto ou qualquer doença malígna causada pelo sobrepeso. VOCÊ NÃO SABE QUE AQUELE PEDACINHO DE BOLO QUE VOCÊ INSISTE EM OFERECER PODE LEVAR TUDO A PERDER. Pode fazê-la desistir.Não é que o pedacinho engorde horrores, é o que vem depois:o vício no açúcar e na farinha.

Não é fácil estar nessa posição. A galera tem a maior simpatia por quem decide largar as drogas, apoia quem vai pra Rehab ou encontros do AA, mas faz pouco de quem tá de dieta sem um motivo relevante. Eu me recuso a esperar a diabetes chegar pra mudar de vida. Sinceramente eu decidi não me abrir tanto sobre isso justamente porque se a pessoa sabe que você está de dieta, faz de um tudo para você voltar atrás. Muito diferente de dizer que não quer aquele pedacinho de bolo porque acabou de sair de um rodízio de pizza e devorou 19 fatias, incluindo uma pizza de chocolate. Nesses casos respeitam sua decisão.

Pra você que é o chato da dieta, simplesmente PARE. Não é não!Pra você que tá na luta, força! Não se abra muito sobre seu novo estilo de vida, pelo menos no começo, quando ainda estamos fragilizados. Já tenho 1 mês de reeducação alimentar/treinos, 5kg a menos e ó,  é cada tentação inacreditável que chega a ser maldade com um ser humano que só quer evoluir. O bom é que depois de cada momento resistido com bravura, me vem mais força pra continuar. São batalhas que vamos vencendo, mas que seria tão mais fácil se o ser humano respeitasse a decisão do outro! Não pode ser tão difícil, né? Afinal, não estou insistindo por uma porção de salada de frutas, embora fosse muito simpático ter esta opção (hohoho), só estou pedindo respeito.

Inveja do tempo alheio

Veja a nossa situação. Noite de sábado, crianças dando aquele trabalhinho para dormir, nós dois exaustos, conversando na sala. Papo vai, papo vem, entre relatos cômicos do dia e autopiedade rolando solta, meu boy me conta em tom de deboche que a irmã passou o sábado em um encontro com os irmãos do seu cachorro. 


Estavam a mamãe cachorro, o papai cachorro e a ninhada inteira, uma turma que havia completado 1 aninho. Revoltante. Nós dois não temos tempo nem para nos encontrarmos na mesma casa sem abrir a boca um na cara do outro, imagine encontro. De cachorros. 


Parece um mundo paralelo, sabe?Tem gente que realmente se presta a isso, podendo estar com os amigos ou mui absorta dentro de uma leitura interessante. Ou encarando uma maratona de netflix, ou…mas peraí! Estamos invejando o tempo alheio ou é impressão minha? Acho que sempre tivemos esse comportamento. Eu, de minha parte, criticava mentalmente quem se prestava a esquiar aqui na vizinhança e achava um absuuuurdo quem gastava o tempo com aqueles livrinhos de colorir da moda. Os vizinhos aposentados, que passam o dia no crochê ou na jardinagem, “afff! Pra quê isso! As flores morrerão todas daqui dois meses mesmo!”Tudo porque essa galera usa o tempo que eu não tenho pra fazer coisas que eu não gosto. Lembrei que eu mesma, na época de solteira, curtia muito caminhadas na praia. Fazia isso quase todos os dias, da praia do forte até areias pretas, sem música pra acompanhar, heim?!Também fazia bijus horrendas, daquelas que só quem produz dá valor e tem coragem de usar. Isso sem falar os livros e filmes. Pra muita gente deve ser uma abominação gastar tanto tempo com isso. 

Hoje não existe tanto tempo e quando ele aparece, cadê a energia? É por isso que ao nos depararmos com gente curtindo a vida de um modo tão diferente do nosso, dá inveja. Vida de pai e mãe de criança pequena é isso ai mesmo. 

Dá ou não dá medo?


Minhas duas gravidezes não foram planejadas. Da primeira, era só pílula. Da segunda, pílula e camisinha. Agora, tem 5 anos que uso DIU com sucesso. Troquei há pouco tempo e hoje estou sofrendo um combo de enxaqueca com cólica menstrual.DIU de cobre, não tem como fugir dos efeitos. Melhor assim. Só não quero surpresas, heim??
Imagem-Reprodução