Dizem que a primavera está chegando…

Dizem que a primavera está chegando…

https://theiceparadisedois.wordpress.com/2018/02/26/dizem-que-a-primavera-esta-chegando/
— Ler em theiceparadisedois.wordpress.com/2018/02/26/dizem-que-a-primavera-esta-chegando/

Anúncios

Panelinha

Eu fazia parte de um grupo no whatsapp. Um grupo que começou com o intuito de reunir a galera pra animar o inverno, organizar os rolés, -ou os cafés, no dialeto adulto (Nunca no Brasil marquei com amiga pra tomar um café, a gente marcava um cinema, um lanche, uma farra, essas coisas. Continuo sem saber se isso de marcar um café é coisa de trintões plus plus ou é coisa de europeu wanna be, rsrs).

O fato é que o grupo cresceu e passou a ser um ponto de encontro de comadres.

Fia que não sabe isso ou daquilo, vai no grupo sanar suas dúvidas, afinal, google pra quê, né? Mas o que mais me incomodava era a hipocrisia e superficialidade daquelas relações. Talvez por se tratar de algo meramente virtual, os laços não fossem profundos o suficiente para desenvolver algo maior e tudo eram risadinhas e muito, mas muito mimimi. Eu participava pouco e dei o meu último suspiro quando começou a pabulagem que eu detesto. Conversa de que “a escola do meu filho é a melhor, tem até __________( insira aqui a atividade esportiva da moda)” ou ” a creche do meu filho é tão foda que vai receber a visita de autoridades (!!!!)” é só um exemplo do tipo de papo que ali rolava. Uma concorrência tão desnecessária porque, a meu ver, não é esse tipo de futilidade que uma criança precisa.

Fosse o comentário apenas de uma integrante, eu até relevaria. Mas ver gente dando a maior corda, jogando confetes e querendo inclusive saber preço pra, quem sabe, mudar os filhos pra a tal escola pica das estrelas também, me fez ver que eu era ali um peixinho fora d’ água.

Calhou que eu dei a sorte de meu telefone quebrar e ter que restaurar a porra toda pra poder funcionar direito. Junto com arquivos, fotos, números de telefone, se foi embora um punhado de grupos do whats, inclusive o das damas distintas e ab(e)astadas de nossa região.

Senti tanta liberdade e tamanha leveza por não ter mais que interagir com elas, por não ter que ler as baboseiras, por não se testemunha de tanta hipocrisia, concorrência e cagação de regras. De repente, era apenas eu, minha vidinha que tanto gosto e sou grata, a simplicidade do meu lar, de minhas relações, aquilo tudo me bastava.Uma felicidade que status nenhum paga, viu…

Imagens- Reprodução