Diário de Bordo: Los Angeles, USA

Viajar para os Estados Unidos é aquele desafio. Vôo longo, com crianças, eu diria que não é a coisa mais relaxante do mundo. Porém, a Norwegian me surpreendeu com o conforto e quantidade de entretenimento a bordo. As 11h de vôo passaram tão rápido que eu se quer consegui assistir toda a série norueguesa Lilyhammer ( aliás, recomendo fortemente! Tem muito do Brasil nela, muito do Rio e de nossa cultura! Amey!!). Já tenho programinha pra volta, muito bom!!

A cidade:

Eu estava tão focada nos exames finais que não pesquisei sobre a cidade. Não sabia que era imensa, não fazia idéia do trânsito caótico e principalmente, nem havia atentado para o fuso. 9h de diferença. Parece pouco, mas na prática é isso aqui:

Eu durmo picado. Acordo às 1h, durmo um pouquinho, depois acordo de novo e o mesmo fazem as minhas meninas. Resultado disso é que eu nunca tenho energia completa durante o dia e às 16h eu já quero desmaiar com força na cama.

Outro fato interessante, é que como bem menos. Apenas o café da manhã e o almoço, porque na hora da janta meu corpo não pede alimento. Ao menos um lance positivo com o tal de Jet lag, né?

O hotel

Entre o conforto de localização difícil e o desconforto no meio do centro, qual é o melhor? Eu não sei pra você, mas estando com crianças, para mim, o conforto é fundamental. Foi por isso que escolhemos ficar na Embassy Suites em Downey. Era um local muito tranquilo, suítes bem equipadas com uma mini cozinha, oferta de café da manhã, lazer com piscina e academia de ginástica. Além disso, todos os dias é servido uma mesa com lanches e petiscos juntamente com bebidas. Preciso mais de que?

O reencontro

Chegamos dia 12 à noite e no outro dia fomos buscar meus familiares no aeroporto. Minha mãe, meu pai, irmãos, cunhados e sobrinhos, ao todo uma turma de 9 pessoas.

Eu fiquei imensamente feliz por tê-los reencontrados e a verdade é que apesar de ter passado 1 ano de nosso último encontro, parecia que havia sido semana passada a última vez que os tinha visto.

Fomos celebrar em um restaurante colombiano maravilhoso e agora é a hora de ostentar:

Comi dois pratos de feijão pra dar sustança!

Terminamos nosso dia com uma passada na Target pra comprar lanches e bebidas. Tive que me segurar diante da seção de cosméticos e vestuário porque eu já tenho o suficiente. É fechar os olhos, respirar fundo e seguir em frente!!

O trânsito

No caminho pra casa, um trânsito de chorar. Se você vem pra Los Angeles, evite os horários de pico, acorde mais cedo e saia, que é pra não correr o risco de passar as férias dentro de um carro.Tá avisado!

Imagens- Arquivo pessoal

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Eu vi São Francisco amanhecer

Do quarto de um hospital. Acompanhante do meu pai que estava tendo um ataque cardíaco horas atrás. Não, não é a primeira vez. Controle do sangue, injeções, checagem da temperatura, medicamentos e sono picado, o coitado sabe de cor. O que não esperávamos é que acontecesse aqui, no meio de uma viagem tão sonhada e planejada por todos. E no dia do natal.

Já na véspera, aquela agonia ao ver uma crise respiratória. Todo mundo certo que era gripe forte. Era o coração pedindo socorro. Fomos ter uma linda ceia no restaurante brasileiro Fogo de Chão, um lugar divino! Naquele pequeno momento/espaço de tempo tudo correu bem, embora a preocupação pairasse pelo ar. Comemos, brincamos e festejamos porque, apesar dos pesares, poderia ser tudo pior. Li de gente que deixou este plano em um acidente horrível, inclusive um anjinho de 5 anos lá na Noruega. Não, eu não posso reclamar. Meu pai pelo menos está sendo muito bem assistido e se Deus quiser, será tratado e curado. Tentei conversar, mandar aquela “lavagem cerebral” sobre o meu estilo de vida dando a ele esperanças de um futuro melhor. Não vale a pena colocar a vida em risco por algo que vira cocô. Comida é vício, temos que ser fortes. Assim, no momento que tomamos o controle de nossas vidas e passamos a driblar as armadilhas da indústria alimentícia, a qualidade de vida vem.

Agora é ter fé em seu restabelecimento e torcer para que sua cabeça e seu corpo se transformem.

Parece pintura, mas é só foto ruim mesmo. Meu celular não coopera, poxa!

Atualização!!!!!!!!

Meu pai fez o cateterismo, colocou stents e recebeu alta!!!! Eu chorei de alegria, estresse, nervosismo, alívio e principalmente, de agradecimento. Meu pai foi salvo e nossa viagem também!

Imagem- Arquivo pessoal

Don’t kill my vibe

A felicidade é um troço solitário ou no máximo, reservado a aqueles que nos são muito próximos, pois raro são aqueles que conseguem realmente se sentir felizes pela conquista alheia. Quando não acham que tal feito é o suficiente para congratulações, pensam que o indivíduo não é merecedor. Ou se sentem diminuídos por não ter um feito para chamar de seu e ficam torcendo contra internamente, porque só assim pra amenizar o complexo de inferioridade.

Foi por esta e outras que guardei pra mim a data do resultado do exame final e por estas e outras que comemorei em silêncio minha aprovação. Nem fudendo que vou deixar melar o meu momento, diminuindo algum pormenor irrelevante e infantil. Deixa quieto. O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber, né Lulu Santos?

Diário de Bordo:Clube da Luzinha na Hungria, Budapeste/Parte 3- Final

E no último dia em Budapeste, rolou um ventinho inesperado. Noooossa, como era imensamente mais prazeiroso caminhar pela cidade! O sol não maltratava tanto e foi por isso que encarei a ida para o Parlamento.

O prédio é imponente e muito bonito, uma das atrações turísticas mais requisitadas. Infelizmente também não pude conhece-la por dentro, ou me atrasaria para as outras atividades programadas.Tempo favorável, continuei andando até o famoso Hotel Gellért e suas piscinas belíssimas, só que pelo caminho, o memorial dos sapatos…


Li que esta era uma homenagem aos judeus que foram alvejados e derrubados no Rio Danúbio. Antes disso, tiravam os sapatos, ficando ali um pedaço da história de alguém. O pior foi ver calçados tão pequeninos, cheios de doces para as almas infantis.
Agora, finalmente, o Hotel Gellért!

Budapeste tem várias atrações com piscinas e só depois de passar apuros no meio do calor foi que entendi o motivo.

A beleza dos vitrais, a piscina espetacular e a comida típica húngara, o goulash.

Soube até de pool parties noturnas em um local chamado Szechenyi Spa & Bath. Não tive coragem de encarar por motivos de nojinho dos fluídos alheios, rsrs!
Além dessa balada, os chamados “Ruin bar” são mega populares.

Se tratam de prédios delapidados, ruínas que viram bares justamente por terem essa pegada “podrinha”.

A thurma escolheu o Szimpla Kert pra fechar nossa noite.
Foi interessante ver a decoração, a vibe da galera, a música, enfim, programa pra turista ver, inclusive de dia, se existe a possibilidade. É que pra poder circular e tirar boas fotos, melhor mesmo um horário mais vago.

Outros cliques:

E assim foram os dias quentes na Hungria!

Quer ver a parte 1 e a parte 2, é só clicar!

Imagens- Arquivo pessoal