Show do Sting em Oslo

Não é a primeira vez nem será a última que encaro programas sozinha. Não tenho o mínimo problema e confesso que até prefiro estar sem companhia em certos shows, para fazer o que me der vontade. Por exemplo, eu curto assistir a apresentação de perto, no meio do povão, do aperto, com suor, cerveja e muita pisada de pé. Sou daquelas que tenta pegar a mão do artista e se der, ainda sobe no palco pra fazer a Katilce com o Bono Vox. A galera que eu ando não tem esse espírito aventureiro e das vezes que fui com amigas, conversamos mais que qualquer outra coisa lá no fundão. Ai eu aprendi, amigos pacatos são pra barzinho, os porra-louca são bem vindos nos shows. Como eu não tenho amigo porra-louca e marido precisava ficar com as meninas em casa, fui pra Oslo encontrar com o Sting.


Cheguei cedo e fiquei observando o pessoal chegar. Uma galera mais madura e muitos casais era basicamente a composição dos presentes. 


Às 20h, pontualmente, Sting deu o ar da graça. Cantou com o seu filho, passou a bola pra ele por umas 4 ou 5 músicas e depois voltou. 


O “moleque” arrasa muito, tem a mesma pegada do pai. Porém, Sting não é Sting por acaso. 

Ele chegou, cantou inicialmente músicas do novo álbum e intercalou-as com grandes sucessos.


Ele continua maravilhoso, tanto fisicamente/ visualmente falando como a voz incrível. Era fechar os olhos e sentir como se fosse um playback de tão perfeito. Músicas dançantes, músicas que colocam todo mundo pra cima. Eu tentei me conter, é verdade, por aqui não é normal dançar em shows( logo pensam que você está embriagada ou drogada). Mas ai eu lembrei que estava sozinha, que eu não conhecia aquelas pessoas e nem elas a mim. Que mal tem em estar bêbada de alegria? Dancei, dancei muiiito!Afinal, quando encontrarei o Sting de novo??!!

Quanta honra foi estar ali! A música dele me lembra um período muito feliz da minha história❤️ 

Muito BOM!!
Imagens- Arquivo pessoal

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A calma outonal

Chegou. Já não conseguimos dormir sem o aquecedor. As folhas começam a cair, o céu a escurecer e a chuva cada vez mais presente. A ventania, o silêncio, a floresta molhada e misteriosa. 

No chão, cogumelos de todos os tamanhos e cores. Uns comestíveis e outros venenosos, todos lindos e vistosos. 

No prato, sopa de cebola. No colo, a literatura do semestre. Eu gosto da calmaria do outono. Do encontro com meu eu que esse período me proporciona. Da calma.
Me faz voar em pensamentos, alguns nem tanto apropriados, mas ainda assim. Coisa que fica cá comigo e que se não fosse a situação quase anônima do blog, eu não partilharia por aqui. Tipo… porque é tão difícil fazer número dois em locais públicos? Ontem, na academia, foi sofrimento. Uma conhecida estava no vestiário e eu precisava me desfazer do almoço, se é que você me entende. Sendo que ali existe apenas 1 banheiro concorridíssimo e me concentrar sabendo que tem alguém lá fora atenta me dá muita aflição. O resultado é um trabalho fracionado, o que atrapalha o treino terrivelmente.

E já que o assunto é em torno das necessidades fisiológicas dos seres humanos, eu preciso dizer, ô coisa triste fazer polichinelo ou pular depois de parir duas filhas. Percebi a duras penas que preciso usar fraldas a cada treino!Urgente!!!

Escatologicamente falando, eu ainda sou daquelas que não faz as necessidades na frente do marido. Ele não liga a mínima e senta no trono sem cerimônias. Eu é que fecho os olhos e peço pra ele encostar a porta, porque ninguém merece né. Pois bem, ele sempre sai para trabalhar muito cedo, de modo quando acordo, posso liberar um torpedo sonoro sem medo de ser feliz. Nele vai toda a repressão, o controle e as amarras sociais que diz que mulher não pode peidar, arrotar nem cagá, avalie a violência do estrondo. O sorriso de alívio vai até a hora que percebo que ele ainda está tomando o seu café da manhã na cozinha e coooomm certeza ouviu aquele hino de liberdade matinal. As opções não são muitas. Culpar a filha número 1? A filha número 2? O cachorro? Colocar uma cara de emburrada porque a culpa foi dele por ainda estar ali (x)!!!!
Ok, chega de revelações outonais por hoje.
Imagens- Arquivo pessoal

Diário de Bordo: Clube da Luluzinha na Hungria, Budapeste-Parte 1

Primeiro de tudo, qual é a chance de fazer uma viagem para Budapeste e depois saber que por lá também estava passeando uma blogueira querida? Eu fiquei em shock quando ela contou por onde andou ( só falta os relatos do lugar, post que já espero ansiosamente).

Pois bem, todo ano eu me dou ao luxo de fazer uma pequena viagem com as amigas. Nada muito doloroso para a família, já que saio na quinta e volto no domingo. Apenas o suficiente para conhecer um novo lugar, passear, conversar com as amigas sem ser interrompida pelas crianças, enfim, relaxar.

Assim que chegamos em Budapeste, seguimos para o nosso hotel. Ele se chama Aria e era muito confortável e belo.

Detalhe do quarto

De fora você não dá muito por ele, porém, por dentro é perfeição. Além de todo o UAU, ele tem um terraço maravilhoso que sempre lota de visitantes.

Super dando close

A fabulosa vista do terraço: a Basílica de Santo Estevão⤵️


O atendimento foi nota 1000!Os funcionários sempre nos perguntando se está tudo bem, se precisamos de ajuda ou oferecendo um vinho, dicas para as melhores atrações, um cuidado genuíno.Não posso esquecer de mencionar a piscina, ofurô, sauna e a sala de ginástica( esta eu não fui pois já caminhava bastante durante o dia).


O que não seguiu o alto padrão foi o café da manhã. Eu não sei se é porque sou acostumada com acomodações simples, porém, com aquele café da manhã farto que enche até a hora da janta, mas eu acho que ali faltou variedade. Tudo muito fino, pouquinho e contido.

Área do café da manhã. Neste mesmo espaço é servido vinho e queijos com música ao vivo no fim da tarde.



Em seguida, fomos fazer um free walking tour e este não me encheu tanto os olhos…


Foram longas caminhadas com poucas informações interessantes.E é claro que o calor atrapalhou. Eu, brasileira, nordestina, fiquei passando mal com aqueles 38º. Dava fraqueza, tristeza e a vontade de explorar era nula dentro daquela sauna, rsrs!

O calor estava tão insuportável que vi muita gente se banhar nas fontes. Quem não tinha essa coragem, se aliviava debaixo dos vaporizadores espalhados pela cidade, como este abaixo…< strong><<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<
No outro dia, optamos pelo passeio no Red bus (Hop on-Hop off). Ao menos não precisaríamos caminhar, né? Teria também o suposto ventinho no ônibus, hummmm, que maravilha!

Nos próximos capítulos eu conto mais, combinado?

Imagens-Arquivo pessoal