Olhos marejados de amor

Cada vez que leio notícia de um atentado/ morte violenta, me dou conta do quanto que a vida é frágil. É nesse momento que orgulho, ostentação, mania de grandeza, vaidade, competição descem pelo buraco do esgoto e o que sobra é a vida sem aquela pessoa. O que importa o resto se ele/ela não está mais aqui? E os planos?Os sonhos? E a rotina de antes? Pensando em especial no garotinho Julian, como não fazer sua lancheira da escola? Como não preparar o seu material? Como assim brinquedos intocados, cama feita e casa arrumada? Como viver em um ambiente sem barulho, sem a gargalhada, sem toda aquela vida? Eu tenho duas meninas justamente nessa faixa etária incrível e me solidarizo com a mãe que ainda luta por sua vida no hospital. Me solidarizo por todos que já perderam um ente querido e que carregam o nó na garganta. Eu carrego o meu desde os 9 anos, quando perdi um irmão de 4 anos. Quando penso nele, dói como naquele dia.

Imagem- Arquivo pessoal

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