Essa tal liberdade

E o que é que eu vou fazer com essa tal liberdade? Hoje, primeiro dia de aula das crianças depois de três semanas de férias. Comentei com meu marido o quanto era esquisito levar as meninas pra escola depois de estar com elas todos os dias. Da mesma forma que foi abdicar da minha liberdade para tê-las em casa o tempo todo, agora também estranho o excesso de tempo e a falta que elas fazem. Nos habituamos a tudo mesmo. Logo começarão minhas atividades na universidade e a correria louca para acompanhar o curso, logo eu não terei tempo de lamentar a falta delas, mas eu quero deixar registrado aqui o quanto eu curti este tempinho que passamos juntas…


❤️

Imagem- Arquivo pessoal

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A Chata da Dieta

Eu já havia lido em algum lugar o quanto as pessoas ao nosso redor podem ajudar ou simplesmente minar uma dieta. Se comida une pessoas, imagine bebida. Uns bons drinks tornam meros estranhos em melhores amigos, fato. Por isso, quando um dos nossos recebe um chamado e procura levar uma vida mais saudável é logo criticado e crucificado, chamado de tolo ou doente, manipulado de todas as formas para comer ao menos um pedacinho daquele bolo de chocolate açucarado e coberto por leite condensado em forma de brigadeiro.


Ei, você que faz esse tipo de coisa, você é a chata da dieta. Pare, reflita e tenha compaixão. Reconheça que você nada sabe sobre a vida daquela pessoa que decidiu tão corajosamente mudar de vida e que luta todos os dias contra tentações. Você não sabe que aquela pessoa quase chegou a 100kg ou se já pesa mais que isso, você muito menos imagina que aquele ser humano tinha cefaléias diárias por conta da comida gorda e do sedentarismo. Aquela pessoa, sabe Deus se estava com os dias contados para um infarto ou qualquer doença malígna causada pelo sobrepeso. VOCÊ NÃO SABE QUE AQUELE PEDACINHO DE BOLO QUE VOCÊ INSISTE EM OFERECER PODE LEVAR TUDO A PERDER. Pode fazê-la desistir.Não é que o pedacinho engorde horrores, é o que vem depois:o vício no açúcar e na farinha.

Não é fácil estar nessa posição. A galera tem a maior simpatia por quem decide largar as drogas, apoia quem vai pra Rehab ou encontros do AA, mas faz pouco de quem tá de dieta sem um motivo relevante. Eu me recuso a esperar a diabetes chegar pra mudar de vida. Sinceramente eu decidi não me abrir tanto sobre isso justamente porque se a pessoa sabe que você está de dieta, faz de um tudo para você voltar atrás. Muito diferente de dizer que não quer aquele pedacinho de bolo porque acabou de sair de um rodízio de pizza e devorou 19 fatias, incluindo uma pizza de chocolate. Nesses casos respeitam sua decisão.

Pra você que é o chato da dieta, simplesmente PARE. Não é não!Pra você que tá na luta, força! Não se abra muito sobre seu novo estilo de vida, pelo menos no começo, quando ainda estamos fragilizados. Já tenho 1 mês de reeducação alimentar/treinos, 5kg a menos e ó,  é cada tentação inacreditável que chega a ser maldade com um ser humano que só quer evoluir. O bom é que depois de cada momento resistido com bravura, me vem mais força pra continuar. São batalhas que vamos vencendo, mas que seria tão mais fácil se o ser humano respeitasse a decisão do outro! Não pode ser tão difícil, né? Afinal, não estou insistindo por uma porção de salada de frutas, embora fosse muito simpático ter esta opção (hohoho), só estou pedindo respeito.

Diário de Bordo: o que é que a Irlanda tem? Dublin- Parte 4

Dando continuidade às postagens antes que eu esqueça de tudo, aqui vai alguns cliques de nosso último dia na capital e informações sobre o nosso hotel, não exatamente nesta ordem.

Nós ficamos hospedados no Hotel Clayton, uma hospedaria bacana localizada próximo às margens do Rio Liffey. Aviso logo que, para o preço que cobram e a classificação que carregam, deixam a desejar para os padrões brasileiros do que é um hotel quatro estrelas. O quarto em que ficamos não tinha frigobar pra gelaras breja e o café da manhã tinha de tudo, mas era bem basicão. Eu já paguei muito mais barato em um hotel três estrelas na Espanha que comparando com este, mais parecia cinco estrelas! 


Agora, verdade seja dita: era perto de tudo. Fizemos a maioria dos passeios caminhando ou pegando carona nos ônibus vermelhos.
Alguns cliques das redondezas…

A última atração visitada antes de ir embora foi o Museu de Cera. 



 Não importa que eu já tenha feito esse tipo de programa em outros lugares. Eu adoro analisar a perfeição e cuidados com que os bonecos são feitos e acho que cada país tem uma exposição diferente. 


Em Dublin, além das personalidades locais e internacionais, havia também um hotel do terror( que eu não aconselho a entrada de crianças, pelo amor!!!) e um tipo de floresta encantada(?).


Por fim, fomos almoçar em um bistrô muito aconhegante chamado Bach 16. No meu prato, uma salada com queijo e um molhinho doce divino. A pizza do boy, extremamente fina e crocante, também delicioso. Muito bom!

E assim terminou o nosso dia, cansados, mas bem felizes e preparado pra outra avenrura!

Tin tin com café!

Festa Junina Brasileira na Noruega

Antes de tudo, vamos combinar uma coisa?


Ok?

Ok! Agora sim, posso continuar:

Eis um dos momentos mais difíceis de estar longe do Brasil. Eu aguento ficar de fora do carnaval, não tenho problemas com a páscoa e outras datas comemorarivas, mas o São João é complicado. 

Eu lembro logo das fogueiras, das ruas decoradas com bandeirinhas e folhas de bananeiras, das quadrilhas improvisadas cada noite de luar, cada paquerinha que eu arranjava, o quanto tudo era inocente e divertido!Naquela época, aceitar como par era quase como que aquiescer a um pedido de namoro, era uma verdadeira honra!

Estando tão longe disso tudo, a gente se vira como pode. Teve uma época em que eu fazia festa junina com uma conhecida minha, amava preparar cada detalhe. Porém, com as filhotas na área, as prioridades são outras e é por isso que fui atrás das festinhas organizada por brasileiros que vivem aqui. Esta primeira foi aberta para todos. Pagava-se pelo consumo e participação em algumas brincadeiras. Eu achei tudo muito bem organizado e um ambiente bem família( se é que você me entende). 

Uma pena estar firme na dieta justamente quando eu queria provar sabores do passado. Este foi, sem dúvidas, um grande desafio. De resto, valeu muito a pena por colocar minhas meninas em contato com a cultura brasileira/nordestina. E sim, dançamos quadrilha como manda o figurino…

Pagando calcinha, hahaha! Ainda bem que era nova 😬🙈👇


Um final de semana depois, mais provações. Consegui sobreviver com milho e Fanta zero, rsrs

Muitas brincadeiras legais! Eu não dancei quadrilha, mas ganhei uma canga de praia na rifa!! Pensa num Oscar de melhor atriz hahaha! Fiquei me sentindo muito poderosa!!

As crianças estão com os rostinhos ocultados por smiles tanto porque não tenho autorização para uso da imagem como também para preservá-las.

E assim foi meus festejos juninos.  E viva São João!!!
Imagens-Arquivo pessoal