Mãe: objeto de rejeição

É sempre assim, basta Maio se aproximar de mansinho que a rotina enlouquece: é época dos exames finais, de shows, do Eurovision, do 17 de maio, dia das mães, preparação para as férias das crianças, enfim, é atividade que não falta mais. Esse desequilíbrio momentâneo faz com que minha ansiedade vá as alturas e desconte tudo na comida, tstststs!!E cadê tempo pra academia, heim? Vou nem me cobrar agora porque o momento não é apropriado. Preciso ganhar uma batalha e meus pensamentos, por enquanto, é só em terminar o semestre com uma aprovação, o resto a gente ajeita em Junho. 
Mas o que eu vim escrever mesmo sobre uma matéria que li aqui. Ela fala que uma garota de 19 anos teve um bebê e foi abandonada por seus amigos. 

Tove virou mãe e perdeu todos os seus amigos

Isso me tocou muito porque eu, apesar de ter engravidado pela primeira vez aos 26 anos, me vi completamente sozinha quando a Ju veio ao mundo. Realmente eu não posso reclamar do apoio vindo do marido e demais familiares, eles sempre foram maravilhosos. Porém, te digo que não ter amigas pra trocar experiência ou ao menos para esquecer um pouco a loucura que a maternidade fez na minha vida foi pesado e olha que eu não sou uma pessoa carente.

O tempo passou e hoje eu entendo um pouco o lado delas. Vivíamos momentos completamente diferentes e eu tenho que concordar que é um saco conversar com uma mãe sendo interrompida o tempo todo por sua criança. Acho que só outra mãe em situação parecida é capaz de relevar ou nem mesmo se incomodar, já que ela é também interrompida pelos seus. 

Agora o jogo virou, eu tenho filhas mais crescidas( entre 4 e 6 anos), o que me confere certa liberdade, enquanto que a maioria experimenta gravidez e o primeiro filho agora. Não que seja uma vinganciiiiinha (é sim, rá), mas agora é a minha vez de me afastar das que fizeram isso comigo (porque estamos em períodos distintos, ho ho ho) e de manter contato com as que ainda estão em outra fase ou as que já passaram por isso, mas sabem diferenciar bem seus papeis sem colocar o assunto “filhos” como sendo o central em uma mesa de bar. Afinal, tem papo mais chato que o de mãe?

Imagem- Reprodução

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2 pensamentos sobre “Mãe: objeto de rejeição

  1. Eu sou muito crítica com estas datas. Eu acho q há datas comemorativas q não deveriam precisar de um dia para comemorar. Ela é todo dia. Todos dias sinto este dia. Quase TDs os dias penso nas mães especiais q passam e passaram em minha vida.
    Depois na TV começa a passar mais publicidade de certos tipos de produtos, como perfume, mas não falam no dia das mães. Pelo menos, os daqui.
    Concordo com você, a vida dá uma volta quando nasce um filho.

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  2. Eu adoro estar com bébés e conversar de assunto de bébés. Pegar neles, dar-lhes mimocas. Não vejo porque uma amiga com bébé possa ser motivo de “abandono”. Bem pelo contrário, é nessa alturas que mais se gosta de partilhar os pequenos momentos dos filhos e é muito bom ter alguém que saiba ouvir.
    Mas nem todos somos iguais.

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