Humanizando a Bicha

Por puro acaso achei este vídeo no Youtube.


São tocantes depoimentos de homossexuais sobre a infância, dificuldades em se adequar ao padrão, a descoberta da condição, revelação aos familiares, a felicidade de ter esse peso tirado das costas e o preconceito do cotidiano.

Entre tantos sorrisos e trejeitos, saem frases tão interessantes, profundas e verdadeiras. Me recordo especialmente quando um deles falou que o fato de um homem querer ser como uma mulher era visto pela sociedade como um ato de fraqueza, já que mulher é tida como um ser inferior. Faz todo sentido.

Eu tenho uma irmã que passou por semelhante situação. Saiu de casa assim que se formou e hoje mora em outra cidade com sua namorada, “pra poder ser ela mesma”, como costuma dizer. Não deve ser fácil carregar por tanto tempo um segredo como este e principalmente, levar a culpa e vergonha de ser quem é.

Com este tipo de iniciativa, eu espero que humanizem o homossexual, que as pessoas reflitam de verdade no mal que fazem desde as”inocentes” brincadeirinhas na rua a exclusão e hostilidade pelos próprios familiares. Isso sem esquecer o extremo, a homofobia que fere e mata.

Recomendo fortemente o documentário, é bem curtinho, mas impactante..

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2 pensamentos sobre “Humanizando a Bicha

  1. Eu li essa notícia num jornal brasileiro.
    Chamou-me atenção ao tema, pela forma como ele pensou e depois por ser da minha terra.
    Não foi possível ver o documentário. Vou vê-lo aqui. Já foi muito elogiado.
    A ideia dele surgiu depois de passar um grande susto na rua quando andava com amigos de mãos dadas, e um homem, numa moto, ameaçou-os e chamou de bicha.
    Ele resolveu desmistificar o nome bicha, tornar a palavra sem poder, para não ferir. Achei interessante isso de fazer perder o peso de uma palavra.
    Se a gente pensar há tantas outras palavras q sofrem e fazem sofrer.
    Infelizmente, é triste algumas notícias sobre violência q vem do Brasil.
    Aliás, é o problema do mundo todo … Falta tolerância. Falta vive a tua vida e deixa o outro a viver.
    Sim, deve ser um enorme peso.

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    1. Candy Girl

      Pois é, eu acho que falta muito isso de se colocar no lugar do outro, de tentar sentir um pouquinho as dificuldades e a dor que eles passam, os traumas desde pequenininho, as aulas para agir como homem, ser humilhado e ter medo de sair de casa por ser quem é. Vai levar um tempo, mas um dia serão respeitados e eu quero estar viva pra ver.

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