Convivendo com a Hérnia de Disco

Era janeiro de 2008, uma sexta-feira. Lembro que foi um daqueles dias de limpeza pesada, pois era aniversário do marido e receberíamos alguns amigos para jantar. Cada pedacinho da casa foi muito bem desinfetado e o banheiro era o meu especial orgulho (quem tem banheira em casa, sabe como é chato a limpeza até deixá-la brilhando).

Teve a festinha à noite, normal. Veio o sábado, o domingo e na segunda, uma crise. Dores extremas nas costas. Eu simplesmente não conseguia me mexer sem sentir muita dor. Meu marido foi trabalhar e eu fiquei sozinha em casa, em cima de uma cama. Me levantava apenas para fazer xixi e eram minutos muito dolorido. Lembro que à tarde deitei-me no chão para ver se seria mais confortável…quem disse que consegui me levantar?Fiquei no chão até o marido chegar e praticamente me carregar para cama. Uma pessoa tão ativa e nova, com 26 anos estava agora com a coluna ferrada, inacreditável. No dia seguinte eu estava muito pior, cheguei a desmaiar de tanta dor, urinei-me toda, foi um caos!Fomos para o médico e ele descobriu na hora o meu problema: hérnia de disco. 

  
Ele receitou ibox, passou uns exercícios e marcou um especialista para daqui a 6 MESES!!!! ( viva a eficiência norueguesa, uhuuuu!!)

A dor grande passou, mas voltava sempre que eu transgredia as regras, seja pegando em peso, fazendo esforços repetitivos com a coluna, usando saltos, sendo sedentária e até o fato de estar acima do peso dificultava o processo de restabelecimento.

Finalmente fui a um especialista, fiz os exames para ver o estado de minha coluna e lá estava o motivo da minha dor nas chapas de raio-x.Fiz fisioterapia, tratamento com quiropraxista e, apesar do alívio momentâneo, desisti de continuar com eles, pois a dor gigante voltava dias depois. Eu não queria ser dependente de um quiropraxista ou de uma mesa de físio, eu queria minha vida de volta.

Só que no MEU CASO, essa vida só voltaria se acaso eu fizesse uma cirurgia( o que não foi recomendado, afinal, eu era jovem, a dor não era tão insuportável e não tinha irradiado, eu ainda conseguia segurar a urina, estava tudo certo) ou emagrecer e me exercitar para sempre, tomando muito cuidado com pesos e movimentos repetitivos com a coluna.

Eu escolhi a segunda opção. Emagreci( e engordei de novo, abafa), mas se existe algo que nunca mais deixei de fazer diariamente é caminhadas.

Já comprei duas esteiras e é uma dependência constante porque quando fico dois ou três dias sem me mexer muito, a dor reaparece quase como punição. Ela  me lembra da pior forma que se eu voltar a ser sedentária, a dor vai atacar com força. Talvez tem que ser assim mesmo para que uma pessoa completamente desgostosa de treinos e atividades físicas se force a malhar.

Eu sei que depois dessa resolução, eu nunca mais tive uma crise tão assustadora de desmaiar e não poder me movimentar.Claro que preciso me cuidar constantemente, evito situações perigosas como carregar muito tempo criança no braço, ajudar com móveis pesados, malas, ficar em pé por muitas horas, usar salto alto, sedentarismo e tudo que pode abalar minha coluninha linda. Com esses cuidados e iniciativas, eu tenho uma vida normal e melhor de tudo, sem dores.

No final das contas, dos males, o menor. Hérnia é coisa séria e dependendo da gravidade, dá sim para conviver. No meu caso, transformei-a em uma pedrinha no sapato e aprendi a conviver com ela evitando assim os calos ou feridas. Muitas vezes até esqueço o problema e olha que estou acima do peso. Se eu fosse mais ativa, com a musculatura mais fortalecida, creio que teria até mais qualidade de vida.

Por isso, se você tem esse problema, não é o fim do mundo. Dá pra conviver muito bem (dependendo de cada caso), desde que a pessoa se movimente. Atualmente eu faço caminhadas diárias de no mínimo 4km, porém, recordo o quanto fui feliz na época que fiz pilates.

Fica a dica!
Imagem- Reprodução

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