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Ontem, antes de dormir, assisti um vídeo tocante. Uma mulher presenteia seu marido com uma caixa do Iwatch contendo um teste de gravidez positivo. Isso o emocionou tanto e me trouxe lembranças felizes de quando descobri minhas gravidezes.
A primeira eu descobri em casa. Eu tomava anticoncepcional de maneira irregular, esquecia alguns dias e não acreditava que este deslize seria suficiente para engravidar. Acho que eu confiava demais no fato da maioria só engravida depois de 3 meses sem fazer uso da pílula. Comigo foi pimba. O que mais me chamou atenção foi os bicos dos seios escurecidos e doloridos. Fiz o teste acho que em uma manhã de sábado ou domingo de 2009, dentro do meu banheiro. Eu estava muito tranquila porque imaginava seu resultado negativo, tinha certeza dele. Porém, para a minha surpresa apareceram dois traços verticais e eu fiquei sem saber o que fazer. Sai do banheiro envergonhada e confusa, não queria aquilo para mim agora, não queria deixar de ser a criança. Entreguei o teste a meu marido e corri para debaixo das cobertas. Ele ficou tão feliz e eufórico, veio me consolar esbanjando alegria. Tinhamos 26 anos, 3 anos de casados, talvez não fosse tão cedo assim começar uma família. Eu estava frustrada pelo desconhecido inesperado. Eu queria ter trinta anos para isso, queria ter estudos e um emprego, queria ter planejado a coisa toda. Não foi assim que aconteceu. O fato de ouvir tantas histórias negativas sobre a vida materna não ajudava em nada a minha situação. Lembro que só depois de ver minha pequena numa ultra é que meu coração pulou, que nem na música Frisson do Roupa Nova. Aliás, esta é uma canção que faz parte da trilha da minha gestação, juntamente com as músicas da Lady Gaga❤️.

Na minha segunda gravidez em 2011, eu já trabalhava e tinha uma vida bem ativa, com família, escola e ginástica pra dar conta. Certo dia, depois do trabalho, fui malhar sem muito sucesso. Estava sonolenta, minha menstruação ainda não havia chegado e apesar de ter comprado um teste de farmácia, eu tinha certeza que não estaria grávida, afinal, havia tomado os cuidados necessários. Entrei no banheiro do shopping e lá descobri o impossível: estava grávida sim, de novo, outra vez! Eu me tremi toda e queria contar a meu marido por telefone, eu precisava de um apoio. No entanto, achei melhor notificá-lo pessoalmente. Ele foi me buscar na parada de ônibus e, no meio da escuridão, lhe entreguei o teste. Ele ficou sem compreender e caiu na gargalhada quando finalmente sacou o que se passava. Igualmente feliz e satisfeito com aquilo. Eu? Bem, eu fiquei em choque, mas aceitei logo a missão. Curti minha gravidez do início ao fim, como se fosse a última. Hoje estamos em 2015 e adotei finalmente o DIU para evitar qualquer deslize. Se um bebê passar por todas as barreiras, é porque é um merecedor maratonista, sinceramente. Tirando isso, meu corpo está fora de serviço reprodutivo.

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