Na biblioteca: Caétes, de Graciliano Ramos

Dia de colocar a resenha em dia…

  

A história se passa no nordeste, em uma cidade pequena. No início me enfadou um pouco o papo de política, confesso. Não é o tipo de leitura que uma mente cansada como a minha procura. Eu gosto de romance, das mãos trêmulas, da boca seca, do nervosismo, do proibido. E tudo isso a obra dele tem, basta um pouco de paciência (que quase não tive, diga-se de passagem).

O livro foi bom porque me lembra a minha terra Natal, a forma como ele escreve parece que estou a ouvir meus conterrâneos. Tem também a descrição das paisagens, da cidadezinha, das ruas, da igreja, a vizinhança mexeriqueira. Tudo me é tão familiar que me vejo ali, fazendo parte das procissões, das missas, da visita ao presépio (ponto alto da tradição natalina é visitar o presépio na noite de 24 de dezembro).

Porém, eu achei que faltou detalhes da relação de Valério e Luiza. Também gostaria de saber o que se passou durante os dois meses após a morte do Adrião e mais ainda, de ler o mesmo livro, mas na versão feminina. Curiosidade minha porque eu sei que no fim das contas o que foi importante mesmo para o personagem foi se descobrir Caeté, que lá no fundo somos todos tão selvagens e rudes quanto os índios que ele gostaria de escrever em seu romance inacabado.

Avaliação:❄️❄️❄️🔥🔥

Imagem-Reprodução

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