Black friday

Eu vejo fotos e vídeos sobre o black friday e penso:

  
Que eu nunca fique com uma situação financeira tão difícil para ter que passar por isso. Esse descontrole todo, passo.Aliás, eu pago até mais caro pra ter paz e tranquilidade para fazer minhas compras. Costumo comprar pela internet e quando se faz necessário uma visita a loja física, evito períodos como o natal e o black fridays, por exemplo. Já comentei que minha roupa de natal foi comprada há coisa de 3 meses? Bem baratinho, do jeito que eu queria e sem estresse.

Nesse black friday, eu só visitei o site da H&M porque é um dos poucos que realmente arrasam nas promoções de roupas. Repara nos preços!!!

 

a moeda é coroas norueguesas
  
 
Comprei muito para as crianças e para o marido. Pra mim, só esses dois:

   
   

E eu fiquei de olho em muita coisa, só não levei porque não estou precisando da peça ou não tem o meu número. Olha só:

  
 

não tinha o meu tamanhooo, buáaaaa
 

E só. Nada de consumismo exagerado, por favor!!

Imagens- Reprodução

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Festa de gala na Noruega

Só pra você conferir como é que o povo se veste em festa de gala aqui na Noruega. Tá pensando que abusam das peles, cachecóis e tecidos grossos? Rá! Pouco pano é tudo! E não é pra menos, o ambiente é quentinho. 

Agora, o que acho curioso é a pluraridade de estilos em um evento tão glamuroso e formal. Eu imaginava vestidos longos, tomara que caia, mulheres lindas, bem arrumadas e super maquiadas. No entando, só tinha isso:

Eu fique com pena dessas duas quando vi esta foto. 

 

a noiva e a aspirante a Red Carpet
 
Tá na cara o embaraço e a decepção de serem as únicas ultra arrumadas para o evento. Sabe festa à fantasia que é cancelada e a pessoa que não foi avisada, aparece vestida a caráter? Ridículo, eu sei! Essa primeira, de noiva e a segunda, com um vestidinho feito por aquela costureira de bairro, imitando o look de uma atriz famosa. Super te entendo, miga! Já fiz isso! 

Da mesma forma que causa estranheza uma idosa usando roupas de adolescentes, também é muito esquisito ver mulheres tão jovens se esconde do deste jeito:

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assaltando o guardaroupa da vovozinha

Tá na cara que não foi feito para elas e muito menos para este tipo de evento.

E esses looks? 🙈  

A primeira, como se não bastasse a estampa de bicho mais batida da face da terra, o tecido por cima é brilhoso na maior vibe camelô. A outra, da cintura pra baixo é um look e da cintura pra cima, outro estilo completamente diferente.Quis fazer a diferentona, mas o resultado ficou muito esquisito.No quadrinho debaixo,de bege, filha? Sério? E esta outra com as pernas de fora, sem glamour algum?Faria sucesso em uma festa informal, não ali.
 Elas representam justamente aquilo que penso dos escandinavos. Muito deles tem um sangue viking-farmer demais da conta e não saem da área de conforto com tanta facilidade. Dai, dá nisso:  

Nenhuma delas está, a meu ver, vestidas adequadamente.As duas primeiras parecem que cataram os vestidos no cestão das promoções, sabe? Ninguém quis comprar, a loja quer se livrar do mulambo a qualquer preço e vende por uns 70%off. Tststs, tecido feio, modelo pior ainda e o fato de usar isso numa festa desse porte é muito vergonhoso.As debaixo, sem comentários. Estou até agora tentando entender o que elas vestiram.
Muito pano. Dá pra acreditar que a fia de vermelho ganhou como a mais bem vestida?  

Sério, o que o povo viu nessa ruma de tecido enrolado no corpo dela? Ahh, será que entendi mal e ela ganhou, na verdade, como a mais vestida? Não me surpreenderia nem um pouco, porque também exagerou a mocinha de branco ali.

 

Já as menos vestidas… 

eu vou comer seu homi
 

São cantoras e querem causar. A primeira Ladygagazando total, com a raba de fora porque pode. A outra, um pouco mais discreta, também tá arraso. Eu entendo que o look faz parte do personagem que elas carregam como artistas e por isso, são café com leite, na minha opinião.

Duas loiras, um contraste 

contraste

De executiva para gerente de casa de tolerância. Sem querer fazer intriga com o pessoal do ramo, mas essa loirinha foi numa vulgaridade que nem a Adelen, mostrando a raba ali em cima, ostentou. Quis fazer a Jessica Rabbit e pecou pelo cabelo deselegante, o tecido e modelo barato, tudo muito 25 de março. Faz um coque, muda a cor pra um pretinho, vixee, precisa nem de jóia pra brilhar. Já a amiga ali me parece que saiu do trabalho e foi direto pra festa de tão contida e severa que estava. Aposto que nem banho tomou. Eu, heim!!!
A melhor da noite:  O vestido completamente fechado na parte de cima, mas tinha uma fenda generosa e muito brilho para se destacar.Achei glamour!Ganhou a coroa!
Outras que também mereceram destaque:   

Definitivamente eu amo preto!! As duas arrasaram, especialmente aloira  com o bolero dos meus sonhos. A de verde também estava bem vestida, formal e apropriada pra gala.

Bom, é isso! Uma amostrinha básica e mais um motivo pra brasileira nenhuma se preocupar com as vestimentas na terra dos vikings. Relaxa! Aqui não é Hollywood😉😀
Imagens- Reprodução

kk.no

A solidão é luxo

Eu realmente não sei de quem é esta foto, mas este trecho descreve ricamente como foi o meu fim de semana:
  

É Clarice Lispector, nós duas tivemos um dia de solidão luxuosa. Pela primeira vez, depois de muitos anos, tive dois dias só para mim. Bem, eu estudei. Eu assisti séries, li livros, limpei a casa, fiz almoço, passeei com o dog, curti o silêncio da rua deserta, acordei às 8h, falei sozinha, fiz pães de queijo, malhei, preguicei no sofá, eu estive comigo mesma. E ó, pensa numa companhia porreta!!!!

   

    
    
  

    
    

Afinal, quem precisa de Spa?
Imagens- Reprodução e arquivo pessoal 

Girls don’t cry

Enquanto dobrava as meias das crianças na sala, escutei uma canção que gosto muito, Boys don’t cry, do The Cure.
Eu me lembrei que já passei por uma situação parecida, de fazer uma merda e me arrepender amargamente pelo resto da vida.

Um dia, em um passado muito distante, me apaixonei. Eu era adolescente e sabia muito pouco da vida, ações e suas consequências. Confiava nas pessoas próximas e era bastante influenciada por elas. O namoro estava legal, mas apesar de gostar imensamente do garoto, não sentia uma seriedade da parte dele. Ele continuava com uma vida de solteiro e eu não acreditava em sua fidelidade, eu não acreditava que ele gostava realmente de mim. Até que chegou um festejo importante na minha cidade. Ele alegou que trabalharia no evento e juntando a falta de seriedade e comprometimento com os conselhos de “amigos” e familiares, eu acabei por aproveitar a festa até demais, se é que você entende o que eu quero dizer. Gostava do carinha, mas não queria fechar a porta para outras oportunidades, no caso, encontrar uma pessoa bacana que realmente me levasse a sério.Eu acabei não encontrando o Mr. Right, é verdade. Dei de cara com o meu carinha trabalhando e isso me doeu pra caramba,pois ele falava a verdade.

Ao fim dos dias de festejos, eu liguei pra ele e o que escutei, me marcou pelo resto da vida. Ele disse que sabia do que eu havia feito e que não mantivesse mais contato com ele. Disse isso entre choro e gritos, uma explosão de sentimentos que nunca pensei que existisse nele. Eu não sabia que ele gostava de mim e me levava a serio.

Eu quis ir a seu encontro, abraçá-lo, recomeçar com todas as cartas na mesa. No entanto, mesmo que ele aceitasse, aquele namoro nunca seria o mesmo, por mais insignificante que tudo na festa tenha sido .Eu sofri muito calada e me prometi que nunca mais passaria por semelhante situação. Minhas atitudes seriam claras, assim como eu também exigiria o mesmo da pessoa com que eu me relacionasse.

E assim foi, tive um namoro muito bacana antes de me casar. Sempre dizendo o que penso e escutando o que o outro tinha a dizer, não dando espaço para dúvidas, interpretações errôneas e muito menos dando ouvidos a terceiros.Acho que agora que tudo anda tão virtual, a necessidade de se colocar os pingos nos “is” aumenta.Por isso, se você se encontra em situação parecida com alguém, melhor sentar e perguntar o que acontece. Desatar o nó ou apertá-lo de vez. Viver com ele frouxo pode magoar muita gente, inclusive você.

No fim das contas, apesar da experiência negativa, eu entendo que eu precisei passar por isso pra aprender que não é uma coisa legal de se fazer.Se ele exagerou ou se eu tinha razão, no fim a dor é a mesma. Um trauma que virou algo positivo e que hoje reflete na minha vida, formou o meu caráter de apreciar a honestidade acima de todas as coisas. E principalmente, não me envergonhar de meus sentimentos. Boys and Girls choram, e como choram!

Menino Bonito

É noite de sexta. Fiquei em casa estudando para a prova da terça, enquanto o marido gentilmente viajou com as crianças para a cidade da família. Eu estudo, eu malho, eu assisto netflix e como bolo de chocolate. Eu estranho essa folga, eu escuto Rita Lee. Eu viajo com Menino Bonito.


A vida é tão corrida que mal tenho tempo de pensar no presente, que dirá do meu passado. Mas hoje à noite, por alguns minutos eu viajei. Minha casa em Natal, meus pais, meu cachorro, minha cama. Meu irmão indo pra casa da namorada e liberando o pc pra mim. Às noites e madrugadas no bate-papo do UOL, no ICQ, no MSN. As paixonites, os encontros, os desencontros.

Os amigos, as festas, a escola, a faculdade. A minha inocência, a minha beleza, a minha juventude. Naquela época, tudo que eu queria é ser o que sou hoje e ter a vida que tenho.O que eu não imaginava é que por mais feliz, completa e realizada que eu seja, eu sinto falta daquela menina que fui antes, da vida na casa dos pais, da rotina de uma adolescente. Da mesma maneira que sentirei falta da mulher que sou hoje, mãe de crianças pequenas, dessa juventude que começa a se despedir, de tudo de incrível que vivi até agora, tanto no campo amoroso, profissional e nos estudos. Viver é incrível!

Gladiadores

Quem já assistiu a tv sueca, certamente terá visto ou ao menos ouvido falar do programa Gladiatorerna da TV4. 

  
Se trata de uma competição onde dois times passam por provas de força e seus adversários são os fortões e saradões gladiadores suecos.

  
Foi para assistir de perto que participamos da gravação deste programa em Sundsvall no último fim de semana. Era um presente de aniversário tanto para mim quanto para minha filhota, fanática pela competição.

Saímos de Oslo na quinta e enfrentamos dez horas de trem até Sundsvall, com parada de 1h em Estocolmo.

Chegando lá, nos hospedamos no Scandic, um hotel apropriado para quem tem crianças e quer um conforto a mais. Ele fica ao lado do estádio onde acontece as gravações e vimos nisso mais uma vantagem, pois fomos caminhando até o local do evento. 

  

local onde as crianças preparam seus cartazes. Quanto mais elaborado, maior a possibilidade de ser filmado.
    
  
 
Eu não vou negar que fui pega de surpresa. Nunca havia parado para assistir o programa e não conhecia os gladiadores tão bem como minhas filhas. Além disso, achava que se tratava de um show e estranhei bastante o formato e a dinâmica de um programa de tv. Muitas pausas, repetições, muita energia e cerca de quatro horas de duração. Porém, o que é meu cansaço quando os olhos delas brilham intensamente com a experiência? 
   
 

A cada intervalo, os gladiadores vieram falar atenciosamente com seu público, sendo a maioria crianças e mães babonas ( já já você saberá o porquê) e distribuem fotografias autografadas.

 

Recebendo o carinho dos fãs
 
A partir dessa experiência, os gladiadores se tornaram importantes para mim. Pode ter certeza que das próximas vezes abandonarei o que estiver fazendo para curtir com minhas meninas as competições, pensando sempre no que vivenciamos naquela arena. Showw!!!

Imagens- Arquivo pessoal e reprodução

Moda Escandinava: O que a Fjällräven Kåken tem?

Eu me refiro as mochilas da marca

  
O que acontece? Por que todo mundo anda com uma dessas pendurada nas costas? É pra fazer pareia com os relógios da Daniel Wellington, é? 

  
Me parece que você só é alguém na noite escandinava se tem os dois.Eu tenho o relógio, mais especificamente este modelo aqui:

  

Foi compra por impulso, me arrependi quando virei a esquina e descobri que ele era mais popular que passas em arroz de festa natalina( tinha loja vendendo réplica super baratinho, não me conformo!!!)

Isso é pra deixar de ser besta e não cair em modinha adolescente outra vez. Já basta a época que vivi de Company e Baby G
  
Cada um com sua modinha.

Imagens- Reprodução

Anunciação

Ontem, antes de dormir, assisti um vídeo tocante. Uma mulher presenteia seu marido com uma caixa do Iwatch contendo um teste de gravidez positivo. Isso o emocionou tanto e me trouxe lembranças felizes de quando descobri minhas gravidezes.
A primeira eu descobri em casa. Eu tomava anticoncepcional de maneira irregular, esquecia alguns dias e não acreditava que este deslize seria suficiente para engravidar. Acho que eu confiava demais no fato da maioria só engravida depois de 3 meses sem fazer uso da pílula. Comigo foi pimba. O que mais me chamou atenção foi os bicos dos seios escurecidos e doloridos. Fiz o teste acho que em uma manhã de sábado ou domingo de 2009, dentro do meu banheiro. Eu estava muito tranquila porque imaginava seu resultado negativo, tinha certeza dele. Porém, para a minha surpresa apareceram dois traços verticais e eu fiquei sem saber o que fazer. Sai do banheiro envergonhada e confusa, não queria aquilo para mim agora, não queria deixar de ser a criança. Entreguei o teste a meu marido e corri para debaixo das cobertas. Ele ficou tão feliz e eufórico, veio me consolar esbanjando alegria. Tinhamos 26 anos, 3 anos de casados, talvez não fosse tão cedo assim começar uma família. Eu estava frustrada pelo desconhecido inesperado. Eu queria ter trinta anos para isso, queria ter estudos e um emprego, queria ter planejado a coisa toda. Não foi assim que aconteceu. O fato de ouvir tantas histórias negativas sobre a vida materna não ajudava em nada a minha situação. Lembro que só depois de ver minha pequena numa ultra é que meu coração pulou, que nem na música Frisson do Roupa Nova. Aliás, esta é uma canção que faz parte da trilha da minha gestação, juntamente com as músicas da Lady Gaga❤️.

Na minha segunda gravidez em 2011, eu já trabalhava e tinha uma vida bem ativa, com família, escola e ginástica pra dar conta. Certo dia, depois do trabalho, fui malhar sem muito sucesso. Estava sonolenta, minha menstruação ainda não havia chegado e apesar de ter comprado um teste de farmácia, eu tinha certeza que não estaria grávida, afinal, havia tomado os cuidados necessários. Entrei no banheiro do shopping e lá descobri o impossível: estava grávida sim, de novo, outra vez! Eu me tremi toda e queria contar a meu marido por telefone, eu precisava de um apoio. No entanto, achei melhor notificá-lo pessoalmente. Ele foi me buscar na parada de ônibus e, no meio da escuridão, lhe entreguei o teste. Ele ficou sem compreender e caiu na gargalhada quando finalmente sacou o que se passava. Igualmente feliz e satisfeito com aquilo. Eu? Bem, eu fiquei em choque, mas aceitei logo a missão. Curti minha gravidez do início ao fim, como se fosse a última. Hoje estamos em 2015 e adotei finalmente o DIU para evitar qualquer deslize. Se um bebê passar por todas as barreiras, é porque é um merecedor maratonista, sinceramente. Tirando isso, meu corpo está fora de serviço reprodutivo.

A primeira neve do inverno

É incômoda, cansativa e tem uma série de desvantagens. Convivo com ela há muitos anos e digo apenas que minha vida seria bem mais fácil sem ela. No entanto, é só cair os primeiros flocos que eu fico babando, completamente hipnotizada…

  
Ela não veio para ficar, já quando retornei a minha casa, tinha os pés encharcados( lembrete: preciso de novas botas!) de caminhar na lama congelante 😡😡😡😡😡!

E assim começa definitivamente o inverno. Seja bem vindo, querido!

Na biblioteca: Caétes, de Graciliano Ramos

Dia de colocar a resenha em dia…

  

A história se passa no nordeste, em uma cidade pequena. No início me enfadou um pouco o papo de política, confesso. Não é o tipo de leitura que uma mente cansada como a minha procura. Eu gosto de romance, das mãos trêmulas, da boca seca, do nervosismo, do proibido. E tudo isso a obra dele tem, basta um pouco de paciência (que quase não tive, diga-se de passagem).

O livro foi bom porque me lembra a minha terra Natal, a forma como ele escreve parece que estou a ouvir meus conterrâneos. Tem também a descrição das paisagens, da cidadezinha, das ruas, da igreja, a vizinhança mexeriqueira. Tudo me é tão familiar que me vejo ali, fazendo parte das procissões, das missas, da visita ao presépio (ponto alto da tradição natalina é visitar o presépio na noite de 24 de dezembro).

Porém, eu achei que faltou detalhes da relação de Valério e Luiza. Também gostaria de saber o que se passou durante os dois meses após a morte do Adrião e mais ainda, de ler o mesmo livro, mas na versão feminina. Curiosidade minha porque eu sei que no fim das contas o que foi importante mesmo para o personagem foi se descobrir Caeté, que lá no fundo somos todos tão selvagens e rudes quanto os índios que ele gostaria de escrever em seu romance inacabado.

Avaliação:❄️❄️❄️🔥🔥

Imagem-Reprodução