O mundo dá voltas e…volta para o mesmo lugar

Navegando pela net ( ou foi pelo Facebook?), dei de cara com este texto fantástico sobre nossas escolhas profissionais, o verdadeiro dilema que é seguir a vocação ou optar pelo que o mercado de trabalho necessita.Eu sempre tive vocação para o desenho, era meu hobby favorito na infância. Me lembro que desenhava várias histórias no papel, minha imaginação voava. Estava certa que seria estilista, mas chegou a época do vestibular e também com ele, o choque de realidade. Na minha cidade, o mercado de desenho e moda é muito desvalorizado. Terminando um curso desses, não sobram muitas opções que ser professor ou ser estilista de lojas de tecidos. Para além disso, só se eu me mudasse para uma cidade grande e mesmo assim, teria que penar um bocado até chegar em uma marca própria. Não era um sonho impossível, porém, para uma menina de 17 anos completamente dependente de seus pais, era inviável. Tentei partir para o jornalismo, no entanto, meu pai foi taxativo e me disse que só pagava faculdade se fosse para o curso de Direito.

Hoje eu o entendo perfeitamente, mas na época eu fiz o curso com muita má vontade. Tinha boas notas, mas o conhecimento ficava apenas nas provas. Eu levava aquilo como uma continuação do ensino médio, sem me dar conta de que aquelas informações seriam de grande importância na minha vida profissional.Foi ai que conheci o amor. E no meio do furacão de emoções, o que eu menos queria na vida era saber de estudos e leis.

Me formei, fiz minha parte. Me casei e troquei de país, para um novo começo. Tinha planos de estudar a língua por alguns anos, trabalhar e entrar em uma faculdade de moda daqui. Só que ai me veio mais um furacão de amor: os filhos. E com eles, a maturidade. A garra de quem não tem tempo a perder, de quem quer um lugar ao sol, por eles. E com todo o sentimento descrito pelo autor do texto, eu escolhi o curso de Criminologia para me agarrar. É uma área muito interessante que pode me ajudar a conseguir um emprego bacana, fechado!

Hoje, eu não desenho mais. Me dá mais prazer escrever aqui e fotografar, atividades que suprem bem o desejo de poder usar minha criatividade. Eu estou em paz com a escolha que fiz e abandonei de vez o ar de vítima que fez um curso a força. Agora, que eu tive a oportunidade de seguir a vocação, eu não o fiz, bastante consciente e sem arrependimentos. Bem melhor assim.

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